terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tempo espaço

Receita : leiam ouvindo as músicas, e divirtam-se!

Podemos amar por quanto tempo?
Quanto poderia eu me doar a você e quando eu partir não ver seu rosto triste?
Ele a chamou de egoista porque ela mudava de cor todos os dias e seus raios de luz iluminavam cantos diferentes em todas as manhãs.
Podia ela tê-lo deixado menos enciumado por acariciar o amanhecer apenas vestida com asas...

Ela voava sempre que sentia o som daquela música entorpecente, de gosto doce e que a levava sem que ela pudesse hesitar.
Assim o tempo não significava em minutos nem horas, poderia ter sorrido por um século ou se deleitado por um milênio.
Seu tempo não era este, sua sensação transcendeu e apenas o olhar era o bastante, sempre, e tudo era envolto em sonho e uma névoa alva a fazia sumir e aparecer de repente, onde mostrar e ocultar era aguçar ainda mais fantasias.

Poderia caber dentro deste ser o amor daquele guerreiro que a via pelo ar quando à sua vontade, ela voava...
No azul profundo de um anoitecer sua pele cintilava molhada em gotas e só fazia romper o azul profundo para tornar-se violeta quando em laranja dourado a manhã se transformava.

E tudo era sonho...

domingo, 20 de dezembro de 2009

O fascínio da imagem em movimento

Indicação de um amigo muito querido dos tempos da escola de design gráfico, nos formamos juntos!
À sua criatividade e ao seu talento e alegrias vivas!
Obrigada Léo Avelar.

Assistam é lindo, poético, primoroso e belo!

A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O som que me colore e me cintila!


Essa noite tive um sonho agradável e fantastico.
Estava voando e me vi no céu de uma cidade que dormia...
pude ver do alto o momento em que o dia rompeu o horizonte, descortinando meu pensamento.
São sonhos daqueles que, quando se acorda a sensação
é de que extste outra dimensão dentro de você,
e quando permitido é possivel sempre voltar...
E ela viu o céu bem de pertinho e bem lá do alto, enquanto todos dormiam, nesta noite....

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fotografada, mas pelas retinas dos seus olhos lindos

Néctar para meus olhos e ouvidos, movimentos sensuais desprovidos de qualquer pudor.


Disritmia
Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Prá fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir
Seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo...

Me deixe
Te trazer num dengo
Prá num cafuné
Fazer os meus apelos...

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Prá acabar de vez
Com essa disritmia...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Você em gotas de chuva sobre a minha pele


Que a chuva de dezembro não desbote sua lembrança do meu pensamento.
E que nos próximos meses e nas próximas chuvas,
nem o seu gosto nem o seu cheiro seja levado,
junto com toda a água que cai sobre mim.
E que numa destas tempestades eu saia de onde estou,
te procurando pelas ruas na certeza de que você está mais próximo do que imagino,
Molhada e com olhos famintos indo ao seu encontro
mesmo que a chuva dure um bom tempo.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Céu com sol, tímido


Escola Guignard - Jean Paulo Aquarela s/ papel -2002 e Praça da Liberdade -Jean Paulo aquarela s/ papel 2001


Quando me levantei pensei em como seria se da cama
eu não saísse nessa manhã nublada e que tanto
me convidou a ficar debaixo, no quentinho do edredon.
Me levantei depressa para que nem desse tempo de eu
imaginar que da cama eu não pudesse nunca levantar.

Ela se levantou e saiu, no oridinário viu o extraordinário,
pelas ruas pelas palavras, que intimamente sente tão suas.
Hoje ela se vestiu de vermelho para não quebrar o ritmo nem a vibração.
Ouviu Maria Gadu e entre tantas conversas deu até noticias de sua guerra particular.

Viu que após a chuva o sol, que parecia ter se despedido do céu belohorizontino,
deu as caras, tímido, daquele jeito que ela gosta.
Há coisa melhor que dia ordinário, céu com nuvens e sol tímido daquele que não peca pelo exagero?
Prefiro assim tímido, com nuvens, delicado, sem invadir meus olhos, simples.

No final ela escreveu sobre o começo, o começo virou o final,
assim de mansinho, feliz, de uma felicidade sem desespero sem exagero.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Elas não dão conta do tudo, para isso, eu óleo

Artista: Duma/Portugal 2009 -óleo sobre tela


Palavras não cabem o ser, o ver, o sentir e o meu perceber.
Sempre tenho a nítida sensação que quanto mais escrevo mais esvazio o sentido, que quando sentido parecia tão mais rico, brilhante e mágico.
Sem palavras, e sem esvaziamento do que foi e é sentido...
Assim, só pela cor e pelo contorno.
E de final uma música que ganhei de presente no tempo de hoje de uma pessoa querida, só pra distrair


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