quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Céu com sol, tímido


Escola Guignard - Jean Paulo Aquarela s/ papel -2002 e Praça da Liberdade -Jean Paulo aquarela s/ papel 2001


Quando me levantei pensei em como seria se da cama
eu não saísse nessa manhã nublada e que tanto
me convidou a ficar debaixo, no quentinho do edredon.
Me levantei depressa para que nem desse tempo de eu
imaginar que da cama eu não pudesse nunca levantar.

Ela se levantou e saiu, no oridinário viu o extraordinário,
pelas ruas pelas palavras, que intimamente sente tão suas.
Hoje ela se vestiu de vermelho para não quebrar o ritmo nem a vibração.
Ouviu Maria Gadu e entre tantas conversas deu até noticias de sua guerra particular.

Viu que após a chuva o sol, que parecia ter se despedido do céu belohorizontino,
deu as caras, tímido, daquele jeito que ela gosta.
Há coisa melhor que dia ordinário, céu com nuvens e sol tímido daquele que não peca pelo exagero?
Prefiro assim tímido, com nuvens, delicado, sem invadir meus olhos, simples.

No final ela escreveu sobre o começo, o começo virou o final,
assim de mansinho, feliz, de uma felicidade sem desespero sem exagero.

5 comentários:

João Killer disse...

Perfeito. Acho que é a primeira vez que alguém descreve como eu também gosto da presença do sol...rsrsrs Adorei a parte que você diz: "...saiu, no oridinário viu o extraordinário..." Sempre saio as ruas com um sentimento até então desconhecido, mas hoje já sei.

Andréa Sannazzaro disse...

e o dia não é mais qualquer dia pq ela faz assim do ordinário para o extraordinário...
ousadia para poucos...privilégio para os que notam, riqueza de quem transforma!
no entanto..assim ela fez bordado e pintado com tuas mãos e olhares!
bonito de se ver o acabamento....

cabe na admiração que se supera te ler!!

beijos violetas!

Marcos Oliveira disse...

"Prefiro assim tímido, com nuvens, delicado, sem invadir meus olhos, simples." Perfeita, sua materialização temporal, sua poesia tem algo de extraordinario, ao juntar o cotidiano aos devaneios atemporais.
bjs

Tolentino Ferraz disse...

adorei os versos e as aquarelas tb, nossa, manja muito!!, saudades de vc dona branquinha, bj

Débora Nasciutti disse...

É amiga. Vi bem o que é isso nesse nosso domingo!!!

Você é demais. Perfeitoooo o poema.
Feito pra nós, em um dia de domingo, onde o sol timido nao queria sair... Com fé e muita vontade de ve-los, conseguimos nos reunir e contempla-lo... Por um bom tempo....

Beijossss finds tem mais

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