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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Céu com sol, tímido


Escola Guignard - Jean Paulo Aquarela s/ papel -2002 e Praça da Liberdade -Jean Paulo aquarela s/ papel 2001


Quando me levantei pensei em como seria se da cama
eu não saísse nessa manhã nublada e que tanto
me convidou a ficar debaixo, no quentinho do edredon.
Me levantei depressa para que nem desse tempo de eu
imaginar que da cama eu não pudesse nunca levantar.

Ela se levantou e saiu, no oridinário viu o extraordinário,
pelas ruas pelas palavras, que intimamente sente tão suas.
Hoje ela se vestiu de vermelho para não quebrar o ritmo nem a vibração.
Ouviu Maria Gadu e entre tantas conversas deu até noticias de sua guerra particular.

Viu que após a chuva o sol, que parecia ter se despedido do céu belohorizontino,
deu as caras, tímido, daquele jeito que ela gosta.
Há coisa melhor que dia ordinário, céu com nuvens e sol tímido daquele que não peca pelo exagero?
Prefiro assim tímido, com nuvens, delicado, sem invadir meus olhos, simples.

No final ela escreveu sobre o começo, o começo virou o final,
assim de mansinho, feliz, de uma felicidade sem desespero sem exagero.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sopa de palavras, na segunda.

Enquanto eu ensolarava ele,
nublava.
No banho penso na vida... quando vi, a pele já estava enrugada
eu havia perdido tempo, a vida passou.
Tem palavras me seguindo e uma delas é p r e s e n t e, a q u i.
Simultaneamente.
Na segunda procuram por mim no meu trabalho apenas para o u v i r Wave num tom de invernos que mais parecem um inicio de v e r - ã o.
Mas nas milhas que meu pensamento percorre há R i o de coisas cotidianas tão agradáveis por serem tipicas de uma t a r d e de uma segunda tranquila e doce.
E assim elas ainda vão me perseguindo, mas, a p e r s e g u i ç ã o dura até que o Tom acabe
só por garantia de um b e l o h o r i z o n t e em uma simples tarde de segunda.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uma simples terça-feira



Ela se deita como se não fosse se levantar pelos próximos cem anos
Ouve sua trilha sonora como se em pelicula pudesse colorir com o azul de Picasso

Fez sua última refeição como se alimentada, fosse para que pudesse acordar em 2099.
Ela fez todo o dia valer por um ano, assim, na palma da mão como se na linha de seu destino visse...

Assim o dia fez-se noite, a noite se calou, ela se deitou
Para despertar novamente no tempo presente,
De presente se fez, para esperar o amanhecer!


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Perto demais

Em supiros há trago, e em tragos presentes,
do ontem do hoje...
Há sempre o que se fazer quando há versos sinuosos
e folias ainda que tristes
sempre serão folias dentro de seres que sentem muito mais que confetes
de cores diversas
mas há sempre o traço da face que ainda em mistério mostra seus olhos!
Um sopro luminoso, há poesia!

Receita cotidiana


Hoje corri, fiz várias coisas
Trabalho, ensaio, roteiro e devaneio...
Assim passei o dia à recomendações, do doutor.


Eu recomendo que não se atrase
eu recomendo que pique o tomate em duas metades
eu recomendo que você não minta
recomendo que sinta o gosto,
que sempre sinta o gosto, assim eu recomendo


E no mais, amanhã será outro dia, de
trabalho, ensaio, roteiro e devaneio...

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