Escola Guignard - Jean Paulo Aquarela s/ papel -2002 e Praça da Liberdade -Jean Paulo aquarela s/ papel 2001
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Céu com sol, tímido
Quando me levantei pensei em como seria se da cama
eu não saísse nessa manhã nublada e que tanto
me convidou a ficar debaixo, no quentinho do edredon.
Me levantei depressa para que nem desse tempo de eu
imaginar que da cama eu não pudesse nunca levantar.
Ela se levantou e saiu, no oridinário viu o extraordinário,
pelas ruas pelas palavras, que intimamente sente tão suas.
Hoje ela se vestiu de vermelho para não quebrar o ritmo nem a vibração.
Ouviu Maria Gadu e entre tantas conversas deu até noticias de sua guerra particular.
Viu que após a chuva o sol, que parecia ter se despedido do céu belohorizontino,
deu as caras, tímido, daquele jeito que ela gosta.
Há coisa melhor que dia ordinário, céu com nuvens e sol tímido daquele que não peca pelo exagero?
Prefiro assim tímido, com nuvens, delicado, sem invadir meus olhos, simples.
No final ela escreveu sobre o começo, o começo virou o final,
assim de mansinho, feliz, de uma felicidade sem desespero sem exagero.
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Dona Branca!
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Elas não dão conta do tudo, para isso, eu óleo


Artista: Duma/Portugal 2009 -óleo sobre telaPalavras não cabem o ser, o ver, o sentir e o meu perceber.
Sempre tenho a nítida sensação que quanto mais escrevo mais esvazio o sentido, que quando sentido parecia tão mais rico, brilhante e mágico.
Sem palavras, e sem esvaziamento do que foi e é sentido...
Assim, só pela cor e pelo contorno.
E de final uma música que ganhei de presente no tempo de hoje de uma pessoa querida, só pra distrair
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Dona Branca!
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22:48
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Marcadores: arte
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Sopa de palavras, na segunda.
Enquanto eu ensolarava ele,
nublava.
No banho penso na vida... quando vi, a pele já estava enrugada
eu havia perdido tempo, a vida passou.
Tem palavras me seguindo e uma delas é p r e s e n t e, a q u i.
Simultaneamente.
Na segunda procuram por mim no meu trabalho apenas para o u v i r Wave num tom de invernos que mais parecem um inicio de v e r - ã o.
Mas nas milhas que meu pensamento percorre há R i o de coisas cotidianas tão agradáveis por serem tipicas de uma t a r d e de uma segunda tranquila e doce.
E assim elas ainda vão me perseguindo, mas, a p e r s e g u i ç ã o dura até que o Tom acabe
só por garantia de um b e l o h o r i z o n t e em uma simples tarde de segunda.
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Dona Branca!
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12:43
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Drops de hortelã só pra ajudar a organizar os pensamentos
Eu andava meio estranho
Sem saber o que fazia, eu não sei
Andava assim eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria uma canção
E a melodia, eu não sei
Andava assim,eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria tudo que não sei
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
Eu achava que faria uma canção nissei (não sei)
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
Eu achava que tamanho tinha a ver com poesia, eu não sei
Mas toda vida eu deixei a vida entrar no nariz
Me mandei pra Curitiba E como eu gosto dessa vida! Ah! Eu sei
Que a paixão que eu falei Me lembra o anis
Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
Para atirar o porém, da frase que eu nunca fiz.
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Dona Branca!
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09:46
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Aquarela, que combina com Iracema.
Recebi uma homenagem tão linda de um amigo querido, que os olhos marejam mesmo depois de ter lido e relido.
Coisa de amigo.
A vida é como uma dobradura em um papel como uma aquerela sobre um papel...Quando pensamos ter perdido o desenho, o traço, a silhueta da alegria, o que achavamos que viraria um borrão escorrendo ou um volume murchando, deixando de ser belo, olha lá! Um outro muito mais harmonioso nos salta aos olhos é só acreditar que os olhos logo percebem novas formas, novos tons e nuances, os cortes das cenas revelam outras paisagens as cores se fazem reais e verdadeiramente vivas, vibrantes.
Essa magia única de quem está com o coração alerta a qualquer variação tonal... qualquer gesto minimo que seja, que me faz sentir cada dia de trabalho, de muito trabalho, é atravéz dele que faço minhas amizades intimas que duram uma vida em um milésimo de segundo e em anos luz!
É a afinidade profissional que desagua no "pelicano" depois dos ensaios, das conversas sobre nossos projetos multimidiáticos, entre um papo e outro viramos amigos de cozinha, companheiros de viagem e companheiros de aprendizagem e assim vai indo semeando sonhos e fazendo da noite o solo fértil das idéias romanticas de que podemos sim balançar o cenário teatral, cinematográfico, artistico, crítico e poético na capital das Minas Gerais com o mundo que construimos pra nós, um "nós" tão mineiro, cheio de significado, carinhoso como o de uma mãe amamentando sua cria que chora com fome.
Fome de afeto, de trabalho, de sonho, de gana, de voz, de som, de música, de silêncio de ARTE.
Estas pessoas me deixam ser!
São quem fazem com que eu me lembre quem sou, e quem me farão lembrar quem fui e de onde eu vim.
Quando leio NÉLIO SOUTO vejo a história se formando... me vejo ser! Nélio Souto é raro e é o exemplar que foi feito pra colecionador, te coleciono, o Nélio de São José do Jacuí, da Serra do Curral, do Rio, das palavras cotidianas, da Iracema, aquele que se escondeu no armário de livros depois de roubar a chave, aquele mesmo, que queria ir pro seminário porque ficou sabendo que lá haveria livros e conhecimentos. Essa história ai, é a que vou contar pra esse povo que gosta de ver literatura em imagens, aquilo que o povo diz que ando fazendo, o tal do cinema, não é assim que andam dizendo?!
Estas pessoas são os melhores exemplares de seres humanos que tive a honra de conhecer, de trabalhar, de poder me dizer amiga e dizer-lhes amigos.
Feliz daquele que sente o que sinto agora, é alimento para alma, um salve as novas energias, à uma nova e brilhante fase, Nélio Souto, obrigada por estar aqui!
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Dona Branca!
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18:58
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
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