quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Drops de hortelã só pra ajudar a organizar os pensamentos


Eu andava meio estranho
Sem saber o que fazia, eu não sei
Andava assim eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria uma canção
E a melodia, eu não sei
Andava assim,eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria tudo que não sei
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
Eu achava que faria uma canção nissei (não sei)
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
Eu achava que tamanho tinha a ver com poesia, eu não sei
Mas toda vida eu deixei a vida entrar no nariz
Me mandei pra Curitiba E como eu gosto dessa vida! Ah! Eu sei
Que a paixão que eu falei Me lembra o anis
Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
Para atirar o porém, da frase que eu nunca fiz.

3 comentários:

nelio souto disse...

"eu não sei"

beijo!

Andréa Sannazzaro disse...

a frase que não é feita.. o desvaneio que é perdido.. o saber que não se sabe... a verdade que é camuflada.. os olhos que não são vistos...o despistamento mal feito.... o ciume superfluo...e a injustiça cometida!o silêncio..há melancolia...o platônico... o trago... o suspiro...o ouvi dizer.. o eu...eu vi..."eu sei"!!

João Killer disse...

Acredito que esse não saber que faz com que tenhamos a total certeza que sabemos de algo, mesmo que esse saber seja não saber! Acho que compliquei, mas no fundo entendi o que você tentou passar.

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